Sozinha

No meio dessa multidão, me sinto mais sozinha que nunca. Sozinha, entre rostos desconhecidos, corações partidos e sonhos perdidos. Sozinha, vendo as pessoas passarem, outros sozinhos compensando – ou pelo menos tentando – sua solidão de alguma forma. Sozinha, perdida dentro da minha solidão.

A solidão é areia movediça. Quanto mais se tenta sair, mais rápido se afunda. E, enquanto me afundo, procuro por algo que me dê uma última esperança, algo para me agarrar e me livrar dessa situação.

Acabo me perguntando como acabei aqui, me afogando na minha própria solidão. Foram as portas que eu fechei ? Os nãos que durante tanto tempo eu distribuí ? Os problemas que eu preferi ignorar a resolver ? Todas as possibilidades anteriores e, provavelmente muito mais. Mas, no fim, realmente não importa.

Talvez acabe logo, ou não… Talvez ainda dê tempo de conhecer um estranho que também esteja se afundando. Talvez, possamos nos encontrar e sair dessa areia movediça, nos livrar dessa solidão. Talvez, ainda dê tempo de abrir um última porta e dizer um sim. Talvez, não seja realmente o fim, talvez, dê tempo de me encontrar em algum lugar da multidão.

 

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